domingo, 12 de outubro de 2014

Círio: Tempo de recomeçar


Todos já sabem que no círio todos se reencontram, confraternizam, festejam. Alguns chegam a comparar com o Natal haja visto a intensidade da fraternidade vivida nestes tempos. 
Um clima de alegria, e esperança tomam conta do coração do paraense, e dos que por aqui passam. Mas será que esse clima é encontrado somente nos dias que antecedem a procissão e nos dias subsequentes?
Ao longo da procissão, se vê muitas formas de expressar a gratidão pelas graças alcançadas. Alguns que participam da procissão tem uma motivação bem clara. Alguns, nem tanto. Me marcou muito conversar com um jovem que ia na corda em agradecimento à saúde de sua mãe, e que desejava sempre ir na corda em gratidão por essa graça. Esse mesmo jovem, me disse que a uns 5 anos ele começou a participar por curiosidade. Convidado por amigos ele descobriu essa experiência.Em todos, no entanto, um sentimento de pertença.
Ao ver tantos rostos ao longo da procissão, não podemos saber o que está em seus pensamentos e corações. Não é possível saber se estão alegres ou tristes, se estão ansiosos, deprimidos, decepcionados, desesperados, aflitos ou confiantes. Os olhos da Mãe de Deus estão atentos, entretanto, às necessidades dos seus filhos. E não somente no período do círio.
Talvez muitos dos filhos de Nossa Senhora, feridos pela luta diária contra as adversidades da vida e especialmente contra o pecado, tenham cometido muitos erros: Na família, com os amigos, com os cônjuges, namorados, na vida social. Talvez se sintam como o filho pródigo, que distantes, se sintam como que impotentes de uma atitude que possa agradar a Deus.
Eu queria dizer pra você que a partir desse círio, tudo pode ser diferente. O Círio é uma oportunidade de uma vida nova. Uma vida que não acaba depois que terminam os dias da festividade. Nossa Senhora quer conceder aos seus filhos romeiros um encontro com o seu filho Jesus, que é sempre uma novidade 365 dias por ano, ou 366 quando ano bissexto. Dificuldades de quaisquer natureza não são maiores que o Amor e a Misericórdia de Deus. Aproveite esses dias para experimentar esse amor e misericórdia na confissão, na missa, na vida comunitária, etc... porque círio é tempo de recomeçar...

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A culpa é do outro

A culpa é do motorista que me atropelou. Não é minha como pedestre só porque atravessei fora da faixa. A culpa é do prefeito que não manda limpar a rua. Não é minha, que jogo lixo fora do cesto. A culpa é dos políticos que governam mal este país. Não é minha, que acho que a responsabilidade não é somente deles. É culpa do fiscal que só quer me punir. Não é minha, que não me dou o trabalho de cumprir com minhas obrigações reguladas. É culpa da escola que não educa as crianças. Não é minha, que sou pai e não busco estar inteirado com a vida escolar do meu filho, nem me preocupo em ensinar valores. É culpa do outro que me provocou. Não é minha, que não me controlei. A culpa é das religiões. Não é de quem vive mal a sua religião. A culpa é da ideologia do outro. A minha é a solução. A culpa é dos corruptos. Não é minha que furo a fila ou pago propina.
A culpa é do outro, do outro, do outro... Nunca minha...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

I have a Dream

They say they are happy because the dream of their lives is very high and God act above them.

Luquinhas, as they were and are known, the Renewed University Ministry members (MUR in portuguese), before called project (PUR) or Secretaria Lucas (from Luke, the evangelist. The word Luquinhas derived from Luke) , of the Catholic Charismatic Renewal, were motivated by an ideal. They called it Dream. What was this dream? Their attitudes seemed a bit diffident in some aspects to believe that they really had an ideal such as the revolutionary ones which arose along the history. What have they done? They prayed in groups called University Prayer groups (GOUs in portuguese). Their goal was to evangelize in the university through these groups. They believe that this experience would lead those who participated in, to be a better person and that once the student had an encounter with God, he/she would translate this experience in the daily life of the society, exerting their job ethically and under the gospel light.

The fact that they were in an university was contradictory. It seems that living a faith, specially christian and catholic, considered by many as a hindrance to free thinking, was too audacious, to the point of challenge the intelligence of some people as well as the status quo that faith and reason were dichotomous.

The most intriguing issue was the twinkle in the eye that characterized them. This twinkle, according to them was not simply a personal decision of them, but the encounter with somebody that changed the way of living and think.

Would this experience be called a dream? Apparently it was an intimate one. Would it bear the fruit proposed? or would it be an utopia?

Despite the questions this Dream completes 20 years.
From Viçosa, countryside of state of Minas Gerais, ir reached the whole Brazil and even some places of the world. Generations pass by, new ones arise and it remains there, questioning and being questioned, disquieting, being target of controversies in a so difficult environment, but seeking the fulfillment of their mission.

Nevertheless i'm not an observer. I'm a witness. Once I was reached by this dream. It started for mw in a different way. I was watching a TV report showing a conference specific for university students organized by the church. At that time it was called national conference of catholic charismatic university students (from portuguese (ENUCC). I saw them praying for on another and I liked that. I thought: When I enter the university I'll creat a group like these. I had no idea what was that like, but I wanted.
I lived this reality. I was 17 that time. A naive and immature teenager in a jungle of knowledge and relativism that was the university. I could have an experience with God, get mature with it, deepen with it, and also dream with a new world and figure out myself exerting a profession with ethics and love. It motivated me to be a better person and to do differently because I also have had an encounter with someone who changed my way of thinking, and also of living. I could look for differential skills because God made me unquiet  through the dream. Yes. I had a dream.
Time passed by and I still have a dream. I lived and I live many challenges. Each day a challenge bigger than the day before. But the one who generates dreams is bigger than the challenges. I made many friends in the whole Brazil, who are a family I can count on.

After 20 years in the place were it had begun, in the Federal University of Viçosa, and seeing many generations making the dream real, there's no way of not being grateful to God who gave me the dream and made me who I am. In a world where everybody is motivated to despair, I was motivated to dream a dream thar filled my life and has consequence in other people's lives. Today the fruits of this dream can be seen in the companies, in the universities, in public institutions... If I am a pharmacist who wants to work with love and is not satisfied with anything less than the highest ideals, knowing my job can change somebody's life, is because in my life existed renewed universities.















segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Não tem jeito???

É sempre a mesma coisa. A cada dois anos as noites que antecedem a eleição os candidatos aos cargos executivos fazem suas propostas no horário nobre da TV. "Que maçante. Perder a minha novela para ouvir papo furado" alguns podem pensar. Outros podem dizer: "vou desligar a TV e quando acabar essa propaganda depois eu ligo novamente". Nas conversas alguns podem dizer os pontos negativos e alguns raros positivos de quem está no poder e tenha reeleição. Outros podem dizer que determinado candidato é muito bom em determinados aspectos mas em outros deixam completamente a desejar. Outros ainda repudiam de tal forma determinada ideologia e condenam toda e qualquer idéia que venham dela. Mas uma coisa parece comum no pano de fundo de todos os comentários: a falta de esperança. Talvez porque nas campanhas dizem: "O outro eh incompetente. Eu sei fazer! Temos que mudar." e quando é dada a chance de fazer, percebe-se a mesma inabilidade da gestão anterior. Ah. Tem também o problema da desonestidade. Uns enchem a boca para dizer que fulano roubou mas no meu governo isso não vai acontecer, e novamente a história se repete. Há aqueles que se colocam numa postura de analistas e que são ferrenhos críticos, se limitando a isso. Há também outros que já cansados de tanto ouvir propostas e se decepcionarem, resolveram desistir, dizendo que não tem jeito. nunca vai mudar. 

Esses olhares frente às eleições é um resumo de um quadro generalizado na vida social. As pessoas não acreditam que algo possa ser diferente. Se na política dizem que as coisas são assim, nas escolas, nas repartições públicas, universidades, empresas, associações, etc, isso não é diferente. Nesses lugares também pode pairar essa densa nuvem.

Mas voltando ao cenário das eleições. Imagino o quão frustrante possa ter sido para muitos as questões citadas acima. Mas parece que chegar a conclusão de que é impossível qualquer mudança, significa dizer que nós eleitores não temos forças, uma vez que quem se candidata são sempre os mesmos. Logo, já se sabe o que vão fazer. Já se sabe até que fulano vai roubar. São feitas piadas a respeito, como se fosse algo normal, que todos que estão no poder, fazem. "Fulano rouba, mas faz". É algo previsível. Estão no pacote. Estão no pacote as obras públicas feitas sem nenhum planejamento e deixadas durante anos inacabadas. Estão no pacote as políticas que favorecem quem tem mais influência. Estão no pacote as condições precárias de saúde e educação que nos obrigam a pagar plano de saúde e escola particular para não ficar desassistido. Estão no pacote que sempre vai ter violência e que tem que rezar que quem não cometa a violência seja a polícia. Estão no pacote os impostos absurdos que pagamos sem ter o retorno dos mesmos. Estão no pacote todas as legislações que servem de enfeite.

Foto do blog: http://plantasonya.blogspot.com

Me perdoem. Não quero pisar nesse cimento de secagem extra rápida da murmuração. Não quero pisar nessa areia movediça do comodismo. Não quero me afogar nesse mar de desesperança.  Eu creio que isso pode mudar. Sim. Eu creio. Não creio que isso vai mudar quando chegar um presidente/ governador/ prefeito, etc, iluminado, porque ele tem essa ou aquela ideologia. Mas acredito que vai mudar, quando eu mudar. Quando eu passar a participar mais das questões do meu país/ estado/ cidade. Quando eu deixar meus comportamentos corruptos. Quando eu não somente criticar, mas me colocar à disposição para ajudar, para contribuir. Quando eu me importar mais com o outro. Já passei da fase de pensar que as mudanças ocorrem de cima para baixo. Isso realmente não vai acontecer. O presidente não vai me obrigar a pensar como ele. Mas se de baixo pra cima for criada uma cultura da honestidade, do comprometimento, da comunhão pelo bem comum, é possível que um dia o presidente faça o que as pessoas querem, pois já existe uma base. Obviamente isso não vai acontecer do dia pra noite como pensaram as pessoas que foram as ruas, sem um objetivo claro (foi o que eu vi). Tampouco eu sou ingênuo de pensar que as pessoas mudam esses comportamentos com rapidez. Não. Elas não mudam. Eu mesmo tenho muita coisa pra mudar. Tem o fato da liberdade de cada um. Alguns podem escolher a corrupção, podem escolher o comodismo, escolher a inércia. Sim, podem. Podem me chamar de sonhador, se eu for diferente disso, não estarei sendo eu mesmo. Como alguém que teve uma experiência pessoal com Jesus Cristo, preciso traduzi-la em gestos. Ter esperança e uma consequência dessa experiência. Transmiti-la é gratidão...

Aprendi essa frase de George Bernard Shaw:

"As pessoas vêem as coisas como são e perguntam 'por quê? Eu vejo as coisas como poderiam ser e pergunto. por quê não?"



Eu pergunto a você: O que você vê para o Brasil?



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eu tenho um sonho...

Eles me disseram que são felizes porque colocaram alto o Sonho de suas vidas, e que Deus trabalha acima dos seus Sonhos.

Luquinhas, como eram e são conhecidos até hoje, os membros do Ministério Universidades Renovadas (MUR), antigamente chamado projeto (PUR) ou secretaria Lucas (daí o nome), da Renovação Carismática Católica, eram motivados por um ideal, que eles chamam de sonho. Qual era esse sonho? Suas atitudes pareciam um pouco tímidas em alguns aspectos para acreditar que eles realmente tinham um ideal tal como as idéias revolucionárias que surgiram ao longo da história. O que eles faziam? Rezavam em grupos chamados GOUs (Grupos de Oração Universitários). Sua meta era evangelizar na universidade através destes grupos. Acreditavam que essa experiência poderia levar quem dela participasse a ser uma pessoa melhor, e uma vez que esse estudante encontrasse com Deus, ele poderia traduzir aquela experiência no dia-a-dia da sociedade, exercendo sua profissão de modo ético e à luz do evangelho.

Ainda, o fato de estarem em uma universidade era algo contraditório. Parece que o viver a fé, especialmente a cristã e católica, considerada por muitos como um empecilho ao livre pensamento, parecia um tanto audacioso demais, chegando a desafiar a inteligência de alguns, bem como o status quo de que fé e razão são dicotômicas.


O que mais intrigava é que eles tinham e tem um brilho no olhar que os caracteriza. Esse brilho no olhar, que segundo eles, não partiu de uma decisão pessoal simplesmente, mas do encontro com alguém, que mudou seu modo de viver e pensar.

Poderia se chamar essa experiência de Sonho? Aparentemente era uma experiência intimista. Será que ela geraria os frutos que se propunha? Ou seria uma utopia?

A despeito dos questionamentos, esse Sonho, completa 20 anos...
De Viçosa em Minas Gerais, este sonho alcançou o Brasil inteiro. Até mesmo vários lugares do mundo. Passam gerações, novas gerações chegam, e ele permanece ali, questionado e questionando, inquietando, sendo alvo de controvérsias num ambiente tão difícil, mas buscando cumprir sua missão...

Entretanto não sou um observador. Sou testemunha. Um dia eu também fui alcançado por esse Sonho. Ele começou bem diferente, com uma reportagem num programa de TV. Eu vi alguns estudantes universitários num encontro de igreja específico para eles (na época, Encontro Nacional de Universitários Católicos Carismáticos - ENUCC). Vi uns rezando pelos outros nessa reportagem e eu achei aquilo legal. Pensei: Quando eu entrar na universidade eu vou criar um grupo desse. Não fazia a mínima idéia do que era aquilo, mas eu queria.
E vivi toda essa realidade. Na época eu tinha 17 anos. Um adolescente imaturo, ingênuo, numa selva de conhecimento e relativismo, que era a universidade. Eu pude ali beber da experiência com Deus, pude amadurecer nela, aprofundá-la e também sonhar com um mundo novo, me ver exercendo minha profissão com ética e amor. Ela me motivou a ser melhor, a querer fazer diferente, porque ali eu também tive um encontro com alguém que mudou meu modo de pensar. Pude buscar diferenciais porque Deus me inquietava através do Sonho. Sim. Eu sonhava...
O tempo passou, e eu ainda sonho. Vivi e vivo muitos desafios. Cada dia um maior do que o do dia anterior. Mas quem gera os sonhos é maior do que o desafio. Ganhei muitos amigos no Brasil inteiro, uma grande família que sei que posso contar.

Completando 20 anos no lugar onde ele começou, na Universidade Federal de Viçosa, e vendo tantas gerações, concretizando o que diziam ser o sonho, não tem como não ser grato a Deus, que me deu o sonho e fez quem sou hoje. Vendo frutos desse sonho nas empresas, nas universidades, nas instituições públicas... Se sou um Farmacêutico que quer trabalhar com amor e não se contenta com nada menos que os mais altos ideais, sabendo que meu trabalho pode mudar a vida de alguém, é porque existiu na minha história universidades renovadas.

Num mundo onde todos são motivados a de desesperar, eu fui motivado a Sonhar um sonho que encheu a minha vida, e que tem consequência na vida de outros...



domingo, 31 de agosto de 2014

It is not enough



People grow up with the Idea that when they become adults they have to study a lot to work and earn a reasonable amount of Money and raise a family. For some people not necessarily in the same order. It seems a mere social ritual. Some young people then start a crazy journey looking for the high ranked school  to get a good job to finally constitute a family. Sometimes this last part is not even considered due to many reasons.

For other people, it seems that this routine doesn’t satisfies. Or else, the social ritual for itself doesn’t make sense. It seems that study an undergraduate course for itself doesn’t fulfiil them. It seems that a job even with commitment and professionalism for itself doesn’t fulfill them. It also seems that having a family even raising it with love, but also because it seems a natural law doesn’t fulfill them. Isn’t it enough? Wouldn’t people like to have it? A formation that allow them to get an excellent job and have conditions to raise a family?

For some people, not. In fact, not. It is not enough.  What they long is the possibility of fulfillment giving themselves, loving the others, and not always profession or family are the path for these achievements.        

The Roman Catholic Church celebrates every august the month of vocations, where it is reflected about the specific vocations within her.

 
Vocation is something that is part of the identity of somebody, what is well defined within God’s heart: Somebody is man or woman, is son/daughter of God, has or not a specific vocation and has a state of life. This is what everyone can be.

If there is a specific vocation, it is always the result of a personal encounter with Jesus Christ, with his Love. Because people fell loved, a necessity arises to correspond to this love. A question arises: What should I do? Being a priest? A religious vocation? A lay faithful? The Guy can be a priest. The Priest has the mission to administer the sacraments and lead the people of God spiritually.  The religious men and women according to the charism of their institute seek to realize a specific apostolate according to their rules of life. Some lay faithful belong to an Association living a consecrated life as lay, while other don’t. They are widespread  in many possible and conceivable activities of everyday life (work, family, culture, education, science, economics… etc). There they live their vocation. For lay faithful it is still possible to exert fatherhood or motherhood through marriage, where they cooperate with God with their ability to generate life.

What is the difference so far? Isn’t it simply an individual choice? Isn’t the person who chooses what he/she wants? I’d say that before they choose, it is something that is already inside them. It blooms according the person deepens in the experience of God. After all, God created everyone with a seed, with an identity, and vocation is not something I’m called to be: It is something I am. And if I am, the more I live my vocation, the more myself I will be. It is always for the others. It’s an answer of Love.

When deepen the experience of God somebody can find out that God created him to be a lay faithful, whose mission is the world of work. And to live this mission in a better way he needs to study and to be a good professional, and that besides being a lay faithful he is called to marriage to giving himself, raise a family within the plan of God. Yes. This is a vocation. For some people, it is not enough. Is it enough for you?

Não é o Bastante



As pessoas crescem com a idéia de que quando crescerem têm que estudar muito para trabalhar, ganhar um dinheiro razoável e constituir uma família. Para algumas pessoas isso não necessariamente na mesma ordem. Parece um mero rito social. Muitos jovens empreendem uma caçada por vezes alucinada em busca da escola mais conceituada para conseguir um emprego bem rentável, para enfim constituir família. Às vezes essa última parte não é sequer cogitada por várias razões.

Para outras pessoas, parece que essa rotina não satisfaz. Ou então o rito social por ele mesmo, não faz sentido. Parece que elas não se realizam com um curso universitário por ele mesmo, ou exercendo um serviço ainda que com todo empenho e profissionalismo, por ele mesmo, ou ainda tendo uma família ainda que, o fazendo com todo Amor, só porque parece uma lei natural. Será que não é o bastante isso? Não seria isso que todo mundo gostaria de ter? Uma formação que permita conseguir um excelente emprego e ter condições de ter uma família.

Para algumas pessoas, de fato, não. Não é o bastante. O que elas almejam é a possibilidade de realização se doando, amando, e nem sempre a profissão e a família são esses caminhos.

A Igreja Católica realiza todo mês de agosto o mês das vocações, onde é refletido sobre as vocações específicas na mesma.

Vocação é algo que faz parte da identidade de alguém, o que é bem definido no coração de Deus: Alguém é homem ou mulher, é filho ou filha de Deus, tem ou não uma vocação específica e um estado de vida. Isso é o que cada um pode ser.

 

Se existe uma vocação específica, ela é sempre resultado de um encontro pessoal com Jesus Cristo, com seu Amor. E porque se sentem amados, surge a necessidade de corresponder a este amor. Surge uma pergunta: O que eu devo fazer? Ser padre, religioso (a), leigo (a). O rapaz poderá ser padre. O Padre tem a missão de administrar os sacramentos ao povo de Deus e direcioná-lo espiritualmente. Os religiosos, segundo o carisma de seu instituto buscam realizar um apostolado específico de acordo com uma regra de vida. Alguns leigos podem pertencer a Associação de Fiéis, vivendo a vida consagrada, enquanto outros não, e eles, espalhados em todas as atividades quotidianas possíveis e imagináveis (trabalho, família, cultura, educação, ciência, economia... etc), ali vivem sua vocação. Para os leigos ainda existe a possibilidade do exercício da paternidade ou maternidade no matrimônio, onde cooperam com Deus na criação com sua capacidade de gerar vida.
 
Até aí qual a diferença? Não seria uma escolha de cada pessoa simplesmente? Cada um não escolhe aquilo que quer para si? Eu diria que antes de escolher, é algo que já está dentro de cada pessoa, que desabrocha conforme se aprofunda na experiência de Deus. Afinal, Deus criou cada um com um gérmen, com uma identidade, e a vocação não é algo que eu sou chamado a ser: É algo que eu sou. E se eu sou, eu vou ser mais eu mesmo, quanto mais eu viver minha vocação, que é sempre em vista do outro. Uma resposta de amor.

Pode ser que alguém, nesse aprofundar, descubra que Deus o criou para ser um leigo, cuja missão é o mundo do trabalho, e para melhor viver sua missão ele precisa estudar e ser um bom profissional, e que além de ser leigo, ele pode ser chamado ao matrimônio para se doando, possa formar uma família dentro do plano de Deus. Sim. É uma vocação. Para alguns viver isso não basta? E para você?

Definite Choices

"World is bad! people are bad! Why worrying about somebody if he/she doesn't change? After all, wrong people will never be right. So the way is to take advantage of life without compromise with anything or anybody. We have to spare. To avoid each and every wear and tear. Keep up. protect ourselves of all evil of the world. Creat a protection bubble, a particular world where far from every threat we can live a quiet life no worries in such a way that we are not driven crazy by fear or don't loose anything."

Maybe this is the summary of the rule that implicit most of the time and explicit other times, surrounds the mentality of wounded men and women. On the one hand, once wounded they can only long protect themselves from something that hurt them.

On the other hand, men and women tried such a Love of God. Yes. Somethingabsent-minded? No. Something tactile, concrete, real, which lead people to see the world in a new way and also to make a rereading of it. To know this Love generates in who tries it a feeling and certainty  of the impossibility that people aren't good, that people can't change, They understant the world may change. They understand that what apparently what was born with problems may be whole again, that keep their lives avoiding detrition or protecting themselves in a sickly way, instead of being a defense mechanism is a potent poison that slowly comsume people and make them die. By the way, death can't be that bad as it seems depending on the kind of death. Die for themselves for example can be a good kind of death.

facing these challenges and the experience of a totally different and brand new that some people tried without any deserving, they found out a new way of living where there is a longing to transmit this Love to others. Everything make sense then. What must be done is not done because of an obligation although it exist. Love grants a new meaning and surely brings a new flavor in such a way that these people long to dedicate their lives in transmitting this Love, forgetting themselves, forgetting their plans to tell every men and women they are loved by God. and that Love conquers all! Not only speak, but choosing definetely this way of living, since they're sure there is their hapines: Giving themselves without measure, without retain, dreaming the dream of God! Die so that God may live in him/her. Being poor, obedient, chaste. Allowing being configured in their Lord and living this way forever, compromising themselves, spending up, consuming themselves. living the great adventure of Love.

Father, it's not easy, but I long, I want, I'll go...

Tranlation: "I long for the consecrated life"

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Stay with us

We never walk lonely... I share a beautiful music



Stay with us o Lord

The shadows they are falling
Still I hear the evening calling
The mountains they call out to me
In the whisper of your voice
I hear the melody of eternity
I feel you holy presence with me
A new beginning
A troubled past is ending
As we walk towards this new day
You and I

Stay with us Oh Lord
The day is nearly gone
Stay with us Oh Lord
The night will never come

Your presence flows around me
In the sea of you give me
And it’s hard to just imagine
What my life was like
Before you came and broke
The confines of my soul
And what was broken, Lord you made it whole
It burns so bright
We’re blinded by your light
As we walk towards this new day
You and I

Davanti a noi l'umanità lotta, soffre e spera
come una terra che nell'arsura
chiede l'acqua da un cielo senza nuvole,
ma che sempre le può dare vita.
Con Te saremo sorgente d'acqua pura,
con Te fra noi il deserto fiorirà.
Resta qui con noi il sole scende già
Resta qui con noi, Signore sera ormai.
Resta qui con noi il sole scende già
Se tu sei fra noi la notte non verrà.

Click on the link below to watch
https://www.youtube.com/watch?v=5Z2KlApPPHU

Fica conosco

Não caminhamos sozinhos... Compartilho uma linda música



Permanece conosco

A sombra vai se abrindo, quando a noite cai
E vão fugindo tantas luzes
De um dia, que jamais há de se acabar;
De um dia, que há de começar sempre;
Porque sabemos que uma nova vida,
Aqui nascida, ninguém mais cancelará.

Se tu vais agora, anoitecerá
Se tu vais embora, Senhor, o que será?
Se tu vais agora, anoitecerá;
Mas se permaneces, a noite não virá.


Como o mar se espraia, infinitamente,
O vento soprará e abrirá os caminhos escondidos.
Tantos corações hão de ver uma nova luz clara,
Como uma chama que, onde passa, queima.
O Teu amor todo mundo invadirá.



A humanidade luta, sofre e espera.
É terra seca e no céu não há nuvens,
Mas a vida não lhe faltará;
E a esperança brilhará para sempre.
Contigo unidos, oh! Fonte de água viva,
Tua presença o deserto acabará.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Apparent Contradiction



January 5th, 2014. I could witness something i've never seen. A young lady which is my friend in the acme of her 18 years entered the Carmel of Saitn Therese of Lisieux, an enclosure convent of the carmelite order. As a enclosure convent, after a discernment time  she shall profess the perpetual vows in the order and she shall leave no more. She shall live a daily prayer life and routines of the convent as well as professing the councels of bein poor, bedient and chast.
Some may say: It doesn't make any sense a beautiful young lady to be lost inside a convent, because she needs to live her youth, she needs to date, earn money, etc...
it may sound a great contradiction, since in a culture where it is almost compulsory the seek of no limit pleasure, wealth and power, such a radical choice seems to be improbable
Would it be an escape due to a frustration? I don't think so. Talking to other nuns i could realize aunequal serenity and hapiness, specially in a nun who completed 60 years of consacrated life. the impression I had when i talked to her was: That woman is accomplished. She didn't regret of "losing everything", if we can say that
Questioned about  their routine one of them replied: When exist love, routine doesn't exist. What a beautiful contradiction!
Congratulations Ingrid! May God keep you faithful! Pray for us!


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Escolhas definitivas

"O mundo é mau! As pessoas são más! Por quê se preocupar com ele, se ele não tem jeito? Por que se preocupar com as pessoas se ela não vão mudar? Afinal, pau que nasce torno não se endireita. O jeito é então aproveitar a vida, pessoas, oportunidades sem no entanto se comprometer com nada ou com ninguém. Poupar-se. Evitar todo e qualquer desgaste. Guardar-se. proteger-se de todos os males do mundo. Criar uma bolha de proteção, um mundo particular, onde longe de tudo o que possa ameaçar, possa viver uma vida tranquila e sem preocupações de modo a não enlouquecer pelo medo ou não perder nada."

Talvez esse seja o resumo da regra que de modo por vezes implícito e muitas vezes explícito acompanha a mentalidade dos homens e mulheres feridos. Feridos, só podem desejar proteger-se de tudo o que os machuca.

Por outro lado alguns homens e mulheres experimentaram um tal de Amor de Deus. Sim. Algo abstrato? Não. Algo palpável, concreto, real, que leva a se ver o mundo de modo novo e também fazer uma releitura do mesmo. Conhecer esse amor gera em quem o experimenta um sentimento e uma certeza da impossibilidade de que as pessoas não sejam boas, que elas não podem mudar. Entendem que o mundo tem jeito. Que o que aparentemente nasceu torto, pode endireitar-se, que o poupar-se, evitando o desgaste ou a proteção doentia, ao invés de ser um mecanismo de defesa é um grande veneno, que pouco a pouco consome as pessoas, que acabarão por morrer. Aliás, morrer talvez não seja tão ruim quanto possa parecer dependendo do tipo de morte a que se refere. Morrer para si, por exemplo.

Diante desses desafios e da experiência de um amor totalmente diferente que algumas pessoas sem nenhum merecimento tiveram, e consequentemente tiveram a descoberta de uma nova forma de viver, acontece um desejo de transmitir a outros esse Amor. Tudo então passa a fazer sentido. o que deve ser feito não é feito por uma obrigação, apesar de ela existir. Mas o Amor concede uma nova um novo sentido, e dá com certeza um novo sabor a tal forma que essas pessoas desejam devotar suas vidas na transmissão desse Amor, de tal modo a esquecer de si e do que havia planejado, para falar a todos os homens e mulheres que eles são amados e que o Amor vence tudo! Não somente falar, escolher de um modo definitivo esse modo de viver, certos de que aí está a sua felicidade: De dar-se sem medir, sem reter, sonhando o Sonho de Deus! Morrer para que Deus ali viva. Ser pobre, obediente, casto! Deixar ser configurado na pessoa do seu Senhor. e viver assim para sempre, comprometendo-se, gastando-se, consumindo-se. Viver a grande aventura do Amor!

Sim Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero, eu vou!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aparente contradição



No dia 05 de Janeiro, pude presenciar algo que nunca tinha visto. Uma jovem amiga minha no auge de seus 18 anos ingressava no convento de clausura da ordem das irmãs Carmelitas Descalças. Como um convento de clausura, após um tempo de experiência e discernimento, iria fazer os votos perpétuos na ordem, e não mais sairia dali. Viveria a vida de oração e a rotina próprias do convento, bem como os conselhos de ser pobre, obediente e casta.
Alguns podem dizer: não faz sentido uma pessoa jovem e bonita "se perder" dentro de um convento. Afinal, ela precisa viver a vida, namorar, ganhar muito dinheiro, etc...
Isso pode parecer uma grande contradição, uma vez que numa cultura onde é quase que compulsória a busca do prazer sem limites, das riquezas e do poder, uma escolha tão radical como esta parece improvável.
Não seria uma fuga por causa de uma frustração? Pouco provável. Conversando com as demais freiras pude perceber uma serenidade, e felicidade sem iguais. Especialmente de uma senhora que já fazia 60 anos de vida consagrada.  A impressão que eu tive quando conversei com ela? Uma mulher realizada. Que não se arrependeu de "perder tudo", se é que podemos colocar assim...
Questionadas a respeito de sua rotina, uma delas respondeu: "Quando existe amor, não há rotina!"
Que contradição bela!
Parabéns Ingrid! Deus te mantenha fiel! reze por nós!