domingo, 31 de agosto de 2014

Não é o Bastante



As pessoas crescem com a idéia de que quando crescerem têm que estudar muito para trabalhar, ganhar um dinheiro razoável e constituir uma família. Para algumas pessoas isso não necessariamente na mesma ordem. Parece um mero rito social. Muitos jovens empreendem uma caçada por vezes alucinada em busca da escola mais conceituada para conseguir um emprego bem rentável, para enfim constituir família. Às vezes essa última parte não é sequer cogitada por várias razões.

Para outras pessoas, parece que essa rotina não satisfaz. Ou então o rito social por ele mesmo, não faz sentido. Parece que elas não se realizam com um curso universitário por ele mesmo, ou exercendo um serviço ainda que com todo empenho e profissionalismo, por ele mesmo, ou ainda tendo uma família ainda que, o fazendo com todo Amor, só porque parece uma lei natural. Será que não é o bastante isso? Não seria isso que todo mundo gostaria de ter? Uma formação que permita conseguir um excelente emprego e ter condições de ter uma família.

Para algumas pessoas, de fato, não. Não é o bastante. O que elas almejam é a possibilidade de realização se doando, amando, e nem sempre a profissão e a família são esses caminhos.

A Igreja Católica realiza todo mês de agosto o mês das vocações, onde é refletido sobre as vocações específicas na mesma.

Vocação é algo que faz parte da identidade de alguém, o que é bem definido no coração de Deus: Alguém é homem ou mulher, é filho ou filha de Deus, tem ou não uma vocação específica e um estado de vida. Isso é o que cada um pode ser.

 

Se existe uma vocação específica, ela é sempre resultado de um encontro pessoal com Jesus Cristo, com seu Amor. E porque se sentem amados, surge a necessidade de corresponder a este amor. Surge uma pergunta: O que eu devo fazer? Ser padre, religioso (a), leigo (a). O rapaz poderá ser padre. O Padre tem a missão de administrar os sacramentos ao povo de Deus e direcioná-lo espiritualmente. Os religiosos, segundo o carisma de seu instituto buscam realizar um apostolado específico de acordo com uma regra de vida. Alguns leigos podem pertencer a Associação de Fiéis, vivendo a vida consagrada, enquanto outros não, e eles, espalhados em todas as atividades quotidianas possíveis e imagináveis (trabalho, família, cultura, educação, ciência, economia... etc), ali vivem sua vocação. Para os leigos ainda existe a possibilidade do exercício da paternidade ou maternidade no matrimônio, onde cooperam com Deus na criação com sua capacidade de gerar vida.
 
Até aí qual a diferença? Não seria uma escolha de cada pessoa simplesmente? Cada um não escolhe aquilo que quer para si? Eu diria que antes de escolher, é algo que já está dentro de cada pessoa, que desabrocha conforme se aprofunda na experiência de Deus. Afinal, Deus criou cada um com um gérmen, com uma identidade, e a vocação não é algo que eu sou chamado a ser: É algo que eu sou. E se eu sou, eu vou ser mais eu mesmo, quanto mais eu viver minha vocação, que é sempre em vista do outro. Uma resposta de amor.

Pode ser que alguém, nesse aprofundar, descubra que Deus o criou para ser um leigo, cuja missão é o mundo do trabalho, e para melhor viver sua missão ele precisa estudar e ser um bom profissional, e que além de ser leigo, ele pode ser chamado ao matrimônio para se doando, possa formar uma família dentro do plano de Deus. Sim. É uma vocação. Para alguns viver isso não basta? E para você?

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