domingo, 14 de julho de 2013

Um questionamento, uma confissão, uma pessoa, uma onda. Reflexões sobre a JMJ



Rio de Janeiro, 14 de Julho de 2013

Ontem eu cheguei ao Rio de Janeiro. Ainda no aeroporto em Belém eu olhava as pessoas que comigo tomavam o mesmo voo. Olhando por fora todas elas pareciam idênticas. Cada uma esperando passar pelo detector de metais perdido em seus pensamentos, alguns longe, outros perto. Alguns alegres, outros não. Não sei. Eu me sentia com algo diferente aqui dentro, e ao mesmo tempo parece que a ficha não estava caindo. Sim, eu estava embarcando para trabalhar na Jornada Mundial da Juventude. Nesse encontro, jovens e lideranças católicas do mundo inteiro se encontram com o Papa para refletir em um determinado lema, de modo a motivar o engajamento nos seus locais. Aparentemente parece algo comum ver mais de 2 milhões de jovens se encontrando com um velhinho que pode falar palavras bonitas, e depois, cada um volta para seu país para viver suas vidas normalmente como se aquele momento fosse somente um passeio, uma experiência cultural, etc. Para alguns pode até ser. Para outros, não. Talvez alguns se perguntem: O que faz alguém sair de um país tão longínquo, talvez com crises financeiras, perseguições políticas, ideológicas, ditaduras, fazendo sacrifícios de vender lanches, fazer rifas, economias para estar presente num momento como esse para ver um senhor idoso (vou chamá-lo de velhinho)? Que palavras o velhinho vestido de branco poderia dizer que prendesse a atenção dessas pessoas? Que anseios essas pessoas trazem consigo para tão fixamente olhar para um horizonte de pessoas que parece não ter fim para ouvir a voz desse velhinho, sendo que elas podem nas suas localidades ouvir palavras semelhantes sem precisar fazer tanto esforço financeiro? O que faz alguém dispor de seu tempo para ajudar na logística de um evento de tamanha magnitude, colocando suas habilidades a disposição? O que dizer quando esse voluntário vem de outro país até mesmo em outro continente e dedica meses da sua vida para isso? Qual a busca dessas pessoas? Ou será que a pergunta é: A quem essas pessoas estão buscando? Será que essas pessoas estão buscando o velinho? Ou será que buscam outra pessoa a quem o velhinho quer apresentar, ou mesmo reapresentar?
Perguntas instigantes eu diria.

Poderia me perguntar Sanclayver, qual a sua motivação para estar na JMJ? Confesso que há um ano e seis meses atrás não queria estar aqui. Eu imaginava que por essa época estaria ingressando no doutorado e que precisaria me focar exclusivamente naquilo. Como que sem equilíbrio, tinha entendido que já tinha dado muito pela igreja nos meus 13 anos de caminhada, e que esse era o momento de pensar em mim. Aparentemente legítimo. No entanto, eu não estava em paz. Até que, convidado pelos meus irmãos da Renovação Carismática, fui traduzir uma programação para alguns peregrinos que vieram ao Encontro Mundial de jovens da Renovação em Foz do Iguaçu, e que passaram por Belém para atividades pré-encontro. A alegria de vê-los perceber o jeito viver a fé nas localidades foi imensa. Era notável o brilho nos seus olhares ao perceber pessoas abertas a ação de Deus. Dizer que queriam aquilo para suas comunidades, para seus países. Esses comentários foram como que aquecendo meu coração, e quebrando o gelo do meu egoísmo, e através deles, Deus foi me convencendo que aquela mesma alegria que eles estavam sentindo por perceber a fé do povo brasileiro ele queria dar a todos os que viriam à JMJ no rio. Logo, meu amigo César me motivou a ser voluntário. Inicialmente, eu pensei: “Mas eu nunca participei de uma JMJ. Participar da primeira já servindo?” Então pensei novamente e mais criticamente. A JMJ vai ser sediada no Rio, mas somente o rio não vai dar conta de tudo. É necessário todos os que puderem ajudar de alguma forma, dar seu talento para o sucesso desse momento. Lembrei também que por graça de Deus, eu poderia me planejar e ir para outras jornadas, mas que para muitos brasileiros essa seria a única de suas vidas...
Com tudo isso, e com muita paz e alegria decidi então ser voluntário, e eis-me aqui, no Rio de Janeiro. Logo, podemos inferir algumas respostas das questões acima: Respondendo às questões acima, posso concluir que essas pessoas estão certas, de que vendo outros milhões de pessoas, em situações diversas, com os mais diversos contextos sociais, econômicos, políticos, culturais, etc, se sentirão que existem outras pessoas que, como elas também tem uma esperança. Que eles desejam corresponder à voz de uma pessoa e que essa pessoa não é o Velhinho, mas quem o velhinho quer mostrar: Jesus Cristo. E ainda elas querem mostrar a outras pessoas quem é ele, e o que ele fez em suas vidas, a onda de entusiasmo e sentido que ele gera e o que pode fazer. Por  isso elas fazem muitos esforços para sair de um país longínquo. Essa pessoa que o Papa quer mostrar é que pode mostrar a todos, mas especialmente aos jovens  que eles são o presente da Igreja e da humanidade, e que têm o dever de ser protagonistas na Igreja e no mundo. De levar a cruz e a esperança a esse mundo tão desacreditado de tudo... Eu acredito nisso, e por isso vim dar minha pequena contribuição. E o que esses jovens vão fazer com essa experiência em suas localidades? Nas paróquias? Na vida social? Que consequências práticas culturais essa experiência com Jesus Cristo vai provocar numa comunidade, numa cidade, num estado, num país? Só vai saber quem também experimentar.


sábado, 6 de julho de 2013

I'm already involved

Last week   i saw the movie Titanic on TV with Leonardo DiCaprio and Kate Winslet. I thought impressive the fact  that when watching it again I could reanalyze it with my mentality of today. Many of the things i liked before I dislike now. Some I couldn't realise by the launching of the movie (I watched many times, lol), now I did and found very positive. I remember the young Rose lead herself to the stern of the ship, and Jack was observing. When he saw she was trying to throw herself he tried to persuade her to change her mind. She tried to ignore the guy and ordered him to leave her alone when he replied: "I can't. I'm already involved.

What a brave attitude! He could have gone away, since she was free to make her choices even they were to harm her. But he refused himself cause he would be accomplice of a great mistake in case he left.



Thinking more profoundly it can be seen that in our country (Brazil) laws and projects are created that are against the dignity of human being. Loads. Of varios types, with the most varied justifications due to the most varied interests from the most varied groups. These projects ans laws are imposed, and few things are done (well, by the time the portuguese version of this post was published a month ago, few things were done, but now, even in a disorganized way, people are protesting against them) in a crafty way to prevent this. Well, maybe changes arising in a subtle or deliberate way to the opposers of these plans are like the request of the young Rose (even she didn't threat Jack) saying, "go away". Would our answer also be "We can't. We're already involved"?