Compartilho ainda que atrasado percepções de como foi a JMJ para algumas pessoas que eu estive perto... Sharing some thoughts of people I knew about WYD. available in portuguese only...
"A JMJ pra mim veio como um convite para retomar os passos dentro da Igreja e voltar a participar da vida em comunidade. À princípio havia sido convocada para trabalhar em uma tarefa que me deixou muito orgulhosa - um grande erro; Fui chamada para ser tradutora nos atos centrais e estufei o peito para falar para todos ao meu redor, com muita alegria.
Por providência Divina, não pude comparecer no
primeiro treinamento e depois fiquei sem conseguir remarcar outros.
Acabei pegando outras funções paroquiais e demais em atos centrais.
E como alguém me disse uma vez, em treinamento: "Se precisar lavar uma louça,um banheiro, varrer um chão, faça com o maior amor que tiver dentro de si. Porque não tá fazendo para Igreja ou para o Irmão, está fazendo para Deus. E, ELE tá contado contigo."
E como alguém me disse uma vez, em treinamento: "Se precisar lavar uma louça,um banheiro, varrer um chão, faça com o maior amor que tiver dentro de si. Porque não tá fazendo para Igreja ou para o Irmão, está fazendo para Deus. E, ELE tá contado contigo."
Ser voluntária
foi um presente maravilhoso que recebi e hoje, estufo o peito para
dizer: "FUI VOLUNTÁRIA, PEREGRINA, SERVA e Sou parte da Juventude Papa. "
Luisa Geambastiane Moreira - Voluntária Diocesana, pela Paróquia Santo Sepulcro de Madureira.
"Bem, antes de falar sobre como foi a JMJ,
vale falar que eu não tinha muita ideia do que era uma Jornada Mundial
da Juventude, apenas achei que como catequista e jovem católica eu
precisava ir de qualquer forma, então comecei a pesquisar tudo sobre, e
algumas semanas depois da primeira notícia que surgiu sobre ela, eu vi
que dava pra ser
voluntária, o que me deixou com ainda mais vontade de ir já que gosto
muito de voluntariado. Porém até uns dois meses antes de ir não tinha
certeza se
conseguiria, pois era muito medrosa para sair de minha zona de
conforto, digo que era, pois graças as experiências em Deus que vivi na JMJ não sou mais.
Desde que entrei no ônibus que saía de São Paulo à meia-noite de domingo para segunda (15 de julho) percebi que a JMJ
havia começado e faria algo diferente em mim. Neste ônibus encontrei 10
mexicanos, 2 cubanos, 1 colombiano e 1 brasileiro que iriam ser
voluntários também. Sentei-me ao lado de Rebeca, uma mexicana muito
simpática que conversou muito
comigo durante a viagem e se mostrou
bastante interessada e curiosa para saber como era a fé do povo mais
católico do mundo (sim, no México muitos acreditam que o brasileiro é o
povo mais católico do mundo!), fomos conversando até que algumas das
meninas sacaram de suas bolsas uns livrinhos que na verdade era como uma
liturgia diária deles e ela me explicou que como não puderam ir à missa
no domingo por conta da correria para ir ao Rio, iriam rezar e
acompanhar a missa do dia pelo livro, o que me impressionou, já que o
máximo que eu faria seria me confessar depois, então foi aí que percebi
que a jornada iria causar mudanças em mim e eu deveria me preparar para
elas.
Chegando
ao Rio de Janeiro me tornei tradutora de um idioma que não falava e
guia turística em uma cidade que nunca estive, pois o
sotaque dos cariocas era bem puxado e os hermanos não entendiam nada,
rsrsrs.
Fiz
amizades com pessoas incríveis que com certeza guardarei para sempre em
meu coração, pois essas amizades foram construídas na melhor base que
existe, que é Jesus, e essas amizades foram tão fortes que pareciam ter
15 anos e não 15 dias.
Durante
a estadia com jovens de todo país, percebi que nós, os brasileiros,
éramos muito mais medrosos que os estrangeiros, que saiam pelas
madrugadas sem pestanejar, andavam gritando aos quatro ventos o seu
idioma, a sua nacionalidade e a sua religião, sem nem se preocuparem se
alguém tentaria fazer mal a eles. Foi então que vi que se quisermos
fazer algo de verdade pela Igreja, temos que largar esses medos e essas
inseguranças.
Em
uma de nossas andanças encontramos uma jovem de um país com
pouquíssimos cristãos (2%), onde a principal religião é o islamismo e lá
é CRIME ser católico, e se alguém se quer sonhasse que ela estava na JMJ,
ela seria torturada e morta (por isso descrevo com poucos detalhes,
para assim não acabar dando algum problema para ela), e quando soubemos
que ela poderia até morrer, uma amiga perguntou se ela não tinha medo,
então a jovem respondeu "Não, pois creio em Deus e tenho fé!". Foi nesse
momento que eu fiquei paralisada e comecei a pensar sobre o que eu
faria se no Brasil fosse assim, se eu teria a coragem que ela tem e se
realmente eu era uma Cristã, e foi então a partir desse momento que
prometi pra Deus que iria fazer
o meu melhor para Ele.
A JMJ
trouxe muuuuitas coisas lindas para a minha vida e que se eu fosse
escrever tudo, o texto ficaria gigantesco, mas tudo o que vi e vivi com
certeza levarei gravado em meu coração para sempre. Sei que o texto
ficou grande, mas tentei colocar no menor número de linhas que desse.
Espero que esse testemunho venha a te ajudar no seu post."
Fique com Deus.
Tatiane Rodrigues
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