Belém, 30 de Dezembro de 2012.
Outro dia, quando comentei com meu irmão que repaginei meu blog, ele me perguntou: Qual a finalidade do teu Blog? É algo genérico ou específio? FIquei pensando no meu primeiro post e reafirmei meu propósito. Conversar sobre diversos assuntos, sim, mas com um pano de fundo em comum: Motivar as pessoas. Mas por quê? para quê?
Não vejo hoje nas pessoas muita esperança, confiança de que as coisas vão melhorar. Muito menos de que elas são responsáveis para que as coisas melhores. Em nossas casas, círculos de amigos, ambientes de trabalho, outros grupos onde nos encontramos com as pessoas percebe-se talvez uma estrutura viciada, onde "as coisas são do jeito que são: injustas, mas são assim. Erradas, mas são assim..." e percebendo isso, têm-se um sentimento de impotência onde pode-se pensar "quem sou eu pra fazer algo?" "Não existe herói morto. Para quê se expor?" "Não vou mudar o mundo. Deixa quieto".
Lembro da antepenultima campanha para prefeito daqui de Belém, onde um dos candidatos tinha comentado que a responsabilidade da limpeza da área urbana era da prefeitura somente e que as pessoas, os cidadãos, nada tinham a ver com essa tarefa. Para quem conhece Belém, já percebeu os inúmeros canais que cortam a cidade e que quando chove, transbordam, muitas vezes por conta do lixo acumulado. Claro, isso não acontece somente aqui... Mas o que me chamou a atenção foi o fato de que as pessoas não só com esse comentário, mas com muitas questões em geral entendem que manter a rua limpa, bem como outras coisas não é papel deles, de que a cidade não são eles, são o prefeito, os vereadores, e que é deles a responsabilidade de cuidar e resolver todos esses problemas. Consequentemente talvez as pessoas pensam que a mudança das coisas como são, passam pelas pessoas que estão nos níveis estratégicos. Afinal, "eles tem o poder nas mãos", e "quem sou eu para fazer algo?"
Talvez seja necessário um pensamento do tipo: "Mas eu também sou cidadão. Sou eu que faço essa cidade. Eu trabalho eu crio uma rede de relações de serviços, compro, vendo, etc. Eu estudo, pesquiso, argumento, sou corrigido, aprendo, ensino. etc. Tenho amigos, os visito, eles me visitam, saímos para nos divertir, viajamos, encontramos com outras pessoas, etc. Eu construo redes, eu posso conversar, eu posso instigar os outros a refletir sobre muitas outras questões, etc" Será que essa interação não pode servir para fomentar novas idéias? Claro. Uma andorinha só não faz verão, mas uma pode motivar a outra pra sair do seu ninho, quentinho, confortável, para que elas a ajudem nessa tarefa...
Certamente temos à nossa volta estas questões que a todo tempo nos envolve. Já pensou em exercitar essa cadeia motivacional? Pode não ser simples, ou cômodo, mas os resultados podem ser surpreendentes. Que tal começarmos?
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