domingo, 21 de abril de 2013

Uma força invisível



Peço desculpas por não estar escrevendo mais frequentemente. O Mestrado tá bem exigente e os últimos meses minha tia avó ficou muito doente. Ela é diabética, têm hipertensão arterial, e nos últimos meses os médicos descobriram que ela têm problemas renais, o que têm rendido algumas visitas frequentes aos hospital com algumas internações.
Por causa do seu rim, ela entrou na UTI essa semana. Teve uma melhora imediata nos dois dias seguintes, mas sofreu uma parada cardíaca e precisou ser entubada. Agora ela está controlada, apesar de que está em coma. Tenho que admitir que não é das situações mais agradáveis ver um ente querido nessas condições. Minha família não estamos certos de que ela voltará, mas Deus está no comando.
Bem, a intenção do blog não é necessariamente partilhar coisas da minha vida pessoal, mas fazer reflexões e análises das coisas em geral. Mas fiquei surpreso em uma das visitas à minha tia-avó. Vi uma Senhora de mais ou menos 70 anos, com dificuldades de andar. Ela usava muletas. Seu marido estava internado a 4 meses ali. Essa senhora, chamada Dona Bebé, visitava seu marido duas vezes, diariamente. Seus filhos não conseguiam ver melhora nele e não mais o visitavam. Por outro lado, Dona Bebé podia ver sua melhora, ainda que bem discreta.
 Foto: www.mocadosonho.com.br



O que me deixou atônito, foi ver seu bom humor, sua alegria, sua força pra encarar esse desafio… O que move essa velha senhora a ver seu marido todos os dias com um sorriso no rosto? O que faz ela perceber as melhoras discretas da sua saúde quando seus filhos não veem? O que a faz ir ao hospital com dificuldades só pra ver o homem que ela escolheu pra ser seu? Que força é essa que essa mulher tem?
A Conclusão que eu chego é que essa força invisível só pode ser o Amor. Só o amor pode mover as pessoas a se darem e até mesmo a se esquecer de si. Será que a Dona bebé estava sentindo dor devido sua condição? Será que ela estava se sentindo abandonada pelos filhos por estar sozinha ali?
Fico pensando. Sou um homem de 28 anos, cheio de energia e vigor, e às vezes com o menor obstáculo eu considero algo difícil e até mesmo impossível. Talvez você também se encontre como eu muitas vezes, considerando seus desafios difíceis de superar. Espero que Deus te mostre também uma Dona Bebé...

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